Em 2018, 26,9% dos eleitores votaram em branco ou anularam o voto para senador, ante 18,57% para governador

Cúpula do Senado Federal e prédio do Congresso Nacional durante o amanhecer. — Foto: Pedro França/Agência Senado
Eleição para o Senado Federal registra maiores percentuais de votos brancos e nulos desde 1998, segundo dados do TSE.
A eleição para o Senado Federal, prioridade para PL e PT, enfrenta uma dificuldade natural: a não votação, ou seja, quando o eleitor comparece às urnas mas não vota para determinado cargo.
Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) desde 1998, o percentual de votos em branco e nulos para o Senado foi maior do que o registrado nas disputas para a Presidência da República e os governos dos estados.
A comparação com eleições para presidente e governador ocorre porque, assim como para esses cargos, uma pessoa só é eleita para o Senado se tiver votos diretos. É a chamada eleição majoritária. Votos dados somente para o número do partido não são válidos.
Em 2018, ano no qual a população pôde votar para dois senadores por estado, 26,9% dos eleitores votaram em branco ou anularam o voto na escolha para o Senado. Em comparação, para governador, 18,57% dos eleitores votaram em branco ou anularam o voto. Para presidente, apenas 8,8% fizeram a mesma escolha.
Nas eleições seguintes, em 2022, o percentual de brancos e nulos teve a primeira queda desde a eleição de 2002. Foram 18,7% do total de votos.
O Tribunal Superior Eleitoral orienta eleitores sobre como votar corretamente para as duas vagas do Senado a fim de evitar erros que resultem em votos brancos ou nulos. A orientação reforça a importância de cada eleitor conhecer os números dos candidatos antes de compararecer à urna.





