Campanha de Lula entrou com 256 ações contra adversários, enquanto Flávio Bolsonaro concentra 73% dos pedidos contra o PT
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Fachada do prédio do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) — Foto: Luiz Roberto/TSE
Na reta final da campanha presidencial, o Tribunal Superior Eleitoral recebeu ao menos 450 ações envolvendo candidatos ao Palácio do Planalto.
Na reta final da campanha presidencial, presidenciáveis intensificaram uma batalha jurídica no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e no Supremo Tribunal Federal (STF) contra adversários.
O TSE recebeu ao menos 450 ações envolvendo candidatos ao Palácio do Planalto. A maioria dos pedidos envolve questionamentos sobre posicionamentos ou ataques dos adversários, seja em vídeos com utilização de inteligência artificial, propaganda, jingles e declarações em entrevistas.
As campanhas denunciam propaganda antecipada e irregular e propaganda negativa, ações vetadas pela Justiça Eleitoral. O Ministro André Mendonça, vice-presidente do TSE, ficou com a maioria das relatorias de casos dos presidenciáveis, com 92 ações, seguido da Ministra Estela Aranha, com 80 pedidos.
A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à reeleição entrou no TSE com pelo menos 256 ações contra os adversários, enquanto foi alvo de 198 questionamentos. A maioria dos pedidos de Lula foram contra a campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL), que entrou com 93 ações contra o adversário do PT, representando 73% das ações.
Uma das questões centrais contra o candidato do PL envolve a suposta ligação com o banqueiro Daniel Vorcaro, preso na Operação Compliance e ex-dono do Banco Master. Foram questionadas ações de Lula que tratavam do recebimento de valores de Vorcaro que o senador diz que era investimento no filme ‘Dark Horse’, que narra a trajetória de Jair Bolsonaro, além de vínculo com políticos presos e milicianos.
O presidente Lula foi alvo de pelo menos 14 questionamentos sobre o uso da máquina para favorecer sua campanha à reeleição, como uso de recursos públicos para autopromoção, favorecimento no desfile de escola de samba Acadêmicos de Niterói, uso de dependências, atos, serviços, eventos institucionais e imagens para fins eleitorais.
As duas campanhas trocam acusações nos bastidores de abusos de poder político e dos meios de comunicação. Ao longo da disputa, as campanhas também acionaram o TSE alegando o uso de rede de perfis falsos para impulsionamento de conteúdo.
As eleições acontecem nos dias 4 de outubro (primeiro turno) e 25 de outubro (se houver segundo turno), das 8h às 17h (horário de Brasília). O voto é obrigatório para pessoas com idades entre 18 e 69 anos e facultativo para jovens de 16 e 17 anos e idosos com 70 anos ou mais.




