Acordo busca reduzir participação da China no mercado europeu pela metade nos próximos quatro anos, com aumento anual fixo de 6% no teto.

A União Europeia estabeleceu limite de 350 mil unidades anuais para importações de híbridos da China, com aumento de 6% ao ano.
A União Europeia limitará as importações de veículos híbridos vindos da China a 350 mil unidades por ano, segundo informou um alto funcionário do bloco europeu.
O acordo foi firmado após avanços nas negociações comerciais entre as duas regiões no início de outubro. A medida pode entrar em vigor no início de dezembro.
O teto de importações inclui um aumento anual fixo de 6%, conforme explicou o funcionário da UE. Este mecanismo tem como objetivo cortar em mais da metade as exportações chinesas de veículos híbridos e híbridos plug-in para o bloco europeu ao longo dos próximos quatro anos.
A redução na participação de mercado da China representa uma proteção das indústrias automotrivas europeias diante da competição chinesa. Os híbridos plug-in, que combinam motor a combustão com bateria recarregável, tornaram-se alvo estratégico nos últimos anos.
Em contrapartida, segundo o alto funcionário, a China concordou em reduzir tarifas para cerca de 4 bilhões de euros em bens exportados pelo bloco europeu para o país asiático. Os produtos abrangidos incluem autopeças, calçados, sorvete e azeite de oliva.
O acordo representa uma solução negociada após tensões comerciais entre os blocos relacionadas a práticas de subsídio chinesas no setor automotivo. A UE havia investigado as importações de veículos elétricos e híbridos de origem chinesa para avaliar impactos ao mercado interno.
A implementação do teto de 350 mil unidades anuais com incremento de 6% por ano estabelece um cronograma claro para a redução gradual das exportações chinesas. O aumento fixo anual significa que o limite real de unidades permitidas aumentará, mas o crescimento será controlado e inferior ao que seria esperado sem restrição.
O cronograma de quatro anos previsto no acordo permite que os fabricantes chineses se adaptem à nova realidade de mercado europeu. Ao final deste período, a meta é que a participação chinesa no mercado de híbridos europeu seja reduzida pela metade.







