Problemas climáticos reduzem área semeada em mais de 27% e afetam produtividade no Rio Grande do Sul e Paraná

Preços do trigo permanecem altos no Brasil, mas produtores enfrentam perdas significativas provocadas por problemas climáticos na safra atual.
Os preços do trigo mantêm-se em patamares elevados no Brasil, mas produtores enfrentam preocupação com as perdas provocadas por problemas climáticos na safra atual. Segundo dados divulgados pela Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (CEEMA), a redução da área semeada e a queda na qualidade e na produção atingem principalmente Rio Grande do Sul e Paraná.
De acordo com a CEEMA, a média do trigo no Rio Grande do Sul encerrou a semana em R$ 73,78 por saco. No Paraná, o produto de qualidade superior é negociado entre R$ 79,00 e R$ 82,00 por saco. Os valores permanecem em patamares mais altos depois de um longo período com preços em níveis muito baixos.
A principal preocupação entre os agricultores está relacionada às perdas registradas na safra atual em razão dos problemas climáticos. Além da redução de mais de 27% na área semeada, o Brasil enfrenta queda significativa na qualidade e na produção do trigo nos dois principais Estados produtores.
No Rio Grande do Sul, regiões próximas à divisa com Santa Catarina já iniciaram a colheita. Nessas áreas, porém, a produtividade média está em 38 sacos por hectare, conforme dados divulgados pela Emater. O peso hectolítrico (PH), que mede a qualidade do grão, chega a apenas 74, segundo a mesma fonte.
O cenário reforça a preocupação sobre os impactos do clima tanto sobre o volume produzido quanto sobre a qualidade do trigo colhido no Sul do país. A combinação entre redução de área, queda de produtividade e diminuição da qualidade dos grãos representa um desafio significativo para os produtores da região.







