Dirigentes petistas criticam coordenação e comunicação; Minas Gerais é prioridade para recuperar votos no segundo turno

Ala do PT defende mudanças no núcleo duro da campanha de Lula após resultado abaixo do esperado no primeiro turno. Minas Gerais é destaque nas preocupações.
O resultado abaixo do esperado no primeiro turno aumentou a pressão de uma ala do Partido dos Trabalhadores (PT) por mudanças no núcleo duro da campanha de Lula nesta terça-feira (5). Interlocutores do presidente defendiam, desde antes, o reforço da equipe com maior participação de lideranças experientes e uma organização mais forte nos estados, segundo a CNN.
Entre dirigentes petistas, há críticas à coordenação, à comunicação e à demora da campanha em construir um contraste mais duro com Flávio Bolsonaro. O desempenho inesperado no primeiro turno acelerou discussões que já vinham ocorrendo dentro da sigla sobre a necessidade de reorganização estratégica.
Governadores e candidatos que disputaram governos e o Senado estão sendo chamados para participar da estratégia do segundo turno. A movimentação visa integrar lideranças regionais à articulação eleitoral para amplificar o alcance da campanha nos estados.
A ideia central é aumentar a capilaridade da campanha e usar as lideranças regionais para identificar onde há espaço para recuperar votos. Segundo avaliação interna do PT, a utilização de bases estaduais pode reverter cenários de dificuldade em regiões específicas.
Minas Gerais é um dos principais pontos de atenção para essa reorganização. Flávio venceu a disputa neste estado durante o primeiro turno, acendendo um alerta especial dentro da campanha de Lula. Minas é o segundo maior colégio eleitoral do país e vinha sendo tratada pelas duas campanhas como um dos estados mais abertos à movimentação de voto, o que torna a derrota particularmente preocupante para o PT.







