PT vê apoio de Raquel Lyra a Lula como natural no segundo turno

Governadora reeleita pelo PSD em Pernambuco recebe pressão de aliados petistas, mas não confirma participação ativa na campanha presidencial.

PT vê apoio de Raquel Lyra a Lula como natural no segundo turno
A governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD). Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil — Foto: A governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD)  • Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

Integrantes do PT em Pernambuco afirmam que seria natural o apoio da governadora reeleita Raquel Lyra ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno.

Integrantes do PT em Pernambuco afirmam que seria “natural” o apoio da governadora reeleita Raquel Lyra (PSD-PE) ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições de 2026.

O presidente orientou aliados a buscarem apoio de Lyra, com o senador eleito e ex-ministro da Casa Civil Rui Costa (PT-BA) como um dos principais interlocutores. De acordo com aliados da governadora, a procura tem sido intensa, mas Raquel não deu indicativos de que pretende entrar de cabeça na campanha petista.

O senador reeleito por Pernambuco Humberto Costa (PT) avalia que Lula tem um bom diálogo com Raquel e que um apoio seria condizente. “Acredito que, para Pernambuco, e para o próprio futuro do Brasil e do governo dela, seria uma posição natural. Os maiores feitos do governo dela tiveram a parceria e o financiamento do governo federal”, afirmou à CNN.

Aliados da governadora avaliam uma declaração pública como muito difícil, mas pontuam que Raquel faz gestos e deve manter a posição de fazer acenos ao presidente. A dinâmica política em Pernambuco envolve negociações contínuas entre governos federal e estadual para aprovação de projetos e liberação de recursos.

Em comparação com as eleições de 2022, Lula perdeu espaço no estado. Em 2026, o presidente somou 21.494.584 votos no Nordeste, enquanto em 2022 havia recebido 21.753.139, uma queda de 258.555 votos, o equivalente a 1,19%. A queda de votos na região acendeu alerta porque o esperado era ampliação. O presidente perdeu votos até mesmo em sua cidade natal, Garanhuns, onde havia tido 1.191 votos a mais em 2022. É justamente no agreste pernambucano onde Raquel tem mais força política.

Durante o primeiro turno das eleições, a campanha de Lula inicialmente não previa visita ao estado. Diante do risco de uma derrota do aliado João Campos (PSB-PE) na disputa ao governo, a estratégia mudou e Lula realizou um comício ao lado do ex-prefeito no Recife. A visita não adiantou e João perdeu a eleição.

Agora é Lula quem precisa de Raquel para aumentar o potencial de votos em Pernambuco como parte de uma mobilização geral no Nordeste para o segundo turno.