Master transferiu R$ 1,4 milhão para empresa do Rei do Lixo na Bahia

Repasse financeiro ocorre em meio à operação Overclean que investiga desvio de emendas parlamentares

Master transferiu R$ 1,4 milhão para empresa do Rei do Lixo na Bahia
Marcos Moura, conhecido como "Rei do Lixo" na Bahia. Foto: Marcos Moura, conhecido como "Rei do Lixo"  • Reprodução

Banco Master realizou pagamento de R$ 1,4 milhão à MM Limpeza Urbana, empresa ligada ao empresário apontado em esquema na Bahia.

Em 2024, o Banco Master, comandado por Daniel Vorcaro, transferiu R$ 1.433.460,00 à MM Limpeza Urbana, empresa associada a Marcos de Moura, conhecido popularmente como “Rei do Lixo” na Bahia. O pagamento consta na declaração do Imposto de Renda da instituição financeira e integra as apurações da operação Overclean, deflagrada pela Polícia Federal (PF) para investigar desvios de recursos públicos oriundos de emendas parlamentares.

Marcos de Moura e a atuação na operação Overclean

Marcos de Moura é apontado pela PF como líder de um esquema de desvio de verbas públicas que envolvia o superfaturamento de obras por meio de contratos de licitação, especialmente em municípios baianos. O empresário integrava o diretório nacional do partido União Brasil e foi preso no contexto da operação Overclean, que também investiga supostos desvios de R$ 1,4 bilhão do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs).

Estrutura do esquema e envolvimento político

Segundo as investigações, as verbas das emendas parlamentares eram direcionadas para empresas previamente selecionadas, entre elas a MM Limpeza Urbana. Marcos Moura funcionava como ponte entre empresários detidos e agentes ligados a governos estaduais. Além dele, outros membros do União Brasil, como o vice-presidente e pré-candidato a governador da Bahia, ACM Neto, e o presidente Antônio Rueda, receberam valores milionários do Banco Master, embora ambos neguem irregularidades.

Impactos da operação Overclean e medidas da Receita Federal

A operação Overclean desencadeou uma série de ações para apurar o suposto esquema de corrupção envolvendo recursos públicos. A Receita Federal contribuiu com um relatório enviado à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado, detalhando os pagamentos realizados pelo Banco Master. A investigação inclui apreensão de dinheiro em espécie, como os R$ 1,5 milhão encontrados em voo de Salvador a Brasília, reforçando a complexidade e gravidade do caso.

Contexto político e próximos passos da investigação

O caso ganhou repercussão nacional ao revelar conexões entre empresários investigados e figuras políticas influentes. O Supremo Tribunal Federal (STF) recebeu o inquérito devido à participação de políticos com foro privilegiado. A defesa de Marcos Moura ainda não se manifestou oficialmente. Enquanto isso, o Banco Master e autoridades buscam responder às implicações legais e administrativas decorrentes das denúncias e investigações em curso.

Fonte: www.cnnbrasil.com.br

Fonte: Marcos Moura, conhecido como "Rei do Lixo"  • Reprodução