Conab eleva safra de café a 67,6 milhões de sacas e pressiona preços em NY e Londres

Produção brasileira deve crescer 19,6% em 2026, com arábica avançando 34,8%, refletindo bienalidade positiva e condições climáticas favoráveis

Conab eleva safra de café a 67,6 milhões de sacas e pressiona preços em NY e Londres
Preços do café fecharam em baixa nesta quinta nas bolsas internacionais com divulgação de safra recorde brasileira

A Conab elevou para 67,6 milhões de sacas a estimativa de produção de café em 2026, crescimento de 19,6%. Arábica deve avançar 34,8%.

A Conab eleva para 67,6 milhões de sacas sua estimativa para a produção brasileira de café em 2026, crescimento de 19,6% sobre a temporada anterior, e pressiona preços nas bolsas internacionais nesta quinta-feira (24).

Em Nova York, o contrato de dezembro/26 perdeu 0,55 ponto, fechando a 275,35 cents por libra-peso. O março/27 recuou 0,45 ponto, cotado a 267,70 cents/lb, enquanto maio/27 caiu 0,70 ponto, para 265,15 cents/lb. Em Londres, o robusta também terminou o pregão no campo negativo.

Se confirmado, o volume de 67,6 milhões de sacas será recorde na série histórica da Conab. A produção de arábica brasileira deve crescer 34,8% em relação à temporada anterior, com a oferta estimada em 48,2 milhões de sacas, refletindo principalmente a bienalidade positiva e as condições climáticas mais favoráveis ao longo do ciclo.

A perspectiva de oferta maior no Brasil segue entre os fatores de pressão sobre as cotações internacionais. Segundo especialistas, o mercado já vinha incorporando às cotações a perspectiva de recuperação importante da produção brasileira, depois das quedas registradas nas últimas semanas.

“O mercado físico brasileiro de arábica continua procurado, com muito interesse comprador para todos os padrões de café. O mercado físico permaneceu calmo, com volume de negócios fechados abaixo do usual para esta época de entrada de uma nova safra no mercado. As fortes oscilações diárias nos contratos de arábica na ICE americana continuam dificultando o fechamento de um número mais expressivo de negócios”, afirmou Eduardo Carvalhaes, diretor do Escritório Carvalhaes.

Apesar do tamanho da safra projetada, as perdas em Nova York foram bastante contidas, conforme analistas. O setor aguarda o próximo levantamento oficial de oferta para avaliar novos movimentos nos mercados futuros.