Fatores externos e o cenário europeu pressionam preços do milho apesar do avanço do plantio nos EUA

Milho fecha abril em alta no mercado global, impulsionado por fatores geopolíticos e restrições na oferta europeia apesar do avanço do plantio nos EUA.
Panorama da alta do milho no mercado global em abril
A cotação do milho registrou alta significativa no mercado global durante a última semana de abril, período entre 24 e 30, conforme análise da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário. O contrato do cereal na Bolsa de Chicago fechou em US$ 4,64 por bushel no dia 30, ante US$ 4,55 na semana anterior. Este movimento é resultado direto da combinação de fatores geopolíticos, econômicos e agrícolas que impactam o setor.
Influência da guerra no Oriente Médio e reposicionamento dos investidores
O cenário de instabilidade causado pela guerra no Oriente Médio criou um ambiente de incerteza que impulsionou os preços do milho. Paralelamente, os fundos de investimento voltaram a atuar como compradores no mercado, fortalecendo a alta. Esses elementos externos são determinantes para o preço, mesmo diante dos fundamentos agrícolas que indicam oferta favorável.
Avanços no plantio e oferta pressionada nos Estados Unidos
Apesar da valorização, o bom andamento do plantio nos Estados Unidos exerce pressão sobre os preços. Até 26 de abril, 25% da área prevista para a nova safra estava semeada, superando a média histórica de 19%. Além disso, 7% das lavouras já haviam germinado, o que também supera a média tradicional para o período. O desempenho eficiente do setor agrícola norte-americano mantém a oferta em níveis adequados.
Exportações dos EUA sustentam o mercado externo
A comercialização internacional reflete esse cenário positivo. Na semana encerrada em 23 de abril, os embarques americanos totalizaram 1,6 milhão de toneladas, elevando o acumulado para 53,4 milhões no ano comercial vigente, comparado a pouco mais de 40 milhões no ciclo anterior. Esse aumento na demanda externa contribui para o suporte das cotações no mercado global.
Redução da área cultivada na União Europeia limita oferta e impacta preços
Na Europa, a perspectiva de redução de área cultivada com milho causa restrições na oferta global. O aumento do custo de fertilizantes e energia tem afetado a rentabilidade dos produtores, levando a uma possível queda na área semeada para abaixo de 8 milhões de hectares em 2026, o menor nível deste século. Países como França e Polônia devem apresentar recuos significativos na área plantada, sinalizando uma menor produção futura.
Impactos regionais das mudanças no cultivo europeu de milho
Na França, a área destinada ao milho pode cair entre 10% e 15%, enquanto na Polônia a redução deve ser mais sutil, próxima a 1,25 milhão de hectares. Já na Alemanha, houve uma projeção de crescimento de 3,5%, mas sobre uma base relativamente pequena, com área total perto de 507 mil hectares. Essas variações regionais refletem os desafios e adaptações de cada mercado diante da pressão dos custos e riscos climáticos.
Este conjunto de fatores geopolíticos, econômicos e agrícolas cria um cenário complexo para o milho no mercado global, com impactos diretos na dinâmica dos preços e na produção futura do cereal.
Fonte: www.agrolink.com.br
Fonte: Agência







