Sistema de monitoramento climático funcionou desde maio com 145 boletins diários e 30 alertas específicos em 2026

Com a chegada da primavera e aumento das temperaturas, Simepar e IDR-PR desativam monitoramento de geadas que volta a operar em maio de 2027
O Simepar e o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-PR) encerram, nesta sexta-feira (25), as atividades do serviço Alerta Geada de 2026. A ferramenta de monitoramento climático operou diariamente desde o mês de maio, fornecendo previsões com até 72 horas de antecedência.
Com a chegada da primavera e a mudança nas condições do tempo, a emissão de boletins foi suspensa e só volta a funcionar em maio de 2027, período que antecede o próximo inverno.
A desativação acontece justamente por causa do aumento gradual das temperaturas característico da nova estação, o que diminui as chances de formação de gelo no estado. Neste ano, o frio deu uma trégua para o agronegócio, já que as temperaturas ficaram acima da média histórica em várias regiões do Paraná.
Ao longo de 2026, o Governo do Estado emitiu 145 boletins diários de previsão, mas disparou apenas 30 alertas específicos de geada com potencial para causar danos às atividades rurais. O número é menor em comparação a 2025, quando o frio rigoroso exigiu a emissão de 39 alertas emergenciais para os produtores.
O serviço chegou ao seu 32º ano de funcionamento. Criado inicialmente com a missão de proteger os cafezais recém-plantados de prejuízos milionários, a tecnologia evoluiu e hoje atende todo o mercado produtivo paranaense. A divulgação antecipada da chegada de uma forte massa de ar polar permite que os produtores adotem medidas preventivas para salvar as safras e os animais.
Atualmente, o Alerta Geada é considerado fundamental não apenas para a agricultura, mas também para a avicultura, suinocultura, horticultura e silvicultura. O monitoramento do Simepar beneficia até mesmo setores urbanos que dependem do clima, como o comércio, o turismo e a construção civil.
A geada é um fenômeno típico do Sul do Brasil e depende de fatores específicos para acontecer, como massas de ar polar fortes, céu limpo sem nuvens e ausência de ventos. O serviço será reativado quando os riscos retornarem com a chegada do próximo inverno.







