Supernova de instabilidade de pares revela morte completa de estrelas gigantes

Estudo analisa ausência de buracos negros intermediários e aponta explosão estelar que não deixa vestígios

Supernova de instabilidade de pares revela morte completa de estrelas gigantes
Representação artística da explosão de uma supernova de instabilidade de pares que destrói completamente uma estrela gigante Foto: Universidade Mona

Supernova de instabilidade de pares pode eliminar completamente estrelas gigantes, sem deixar buracos negros ou remanescentes.

O que é a supernova de instabilidade de pares e sua importância

A supernova de instabilidade de pares é um tipo excepcionalmente violento de explosão estelar que pode acabar com estrelas gigantes sem deixar nenhum vestígio, seja uma estrela de nêutrons ou um buraco negro. Segundo o estudo publicado na revista Nature e conduzido pelo doutorando Hui Tong, da Universidade Monash, essa supernova ocorre em estrelas com massa entre 140 e 260 vezes a do Sol. Essas estrelas, apesar de sua enorme massa, têm vidas curtas, queimando seu combustível em milhões de anos, muito menos que a vida do Sol. A keyphrase “supernova de instabilidade de pares” é central para compreender esse fenômeno que desafia o modelo convencional de morte estelar.

Análise da faixa proibida de buracos negros na massa intermediária

A investigação utilizou dados de 153 pares de buracos negros detectados por ondas gravitacionais para mapear suas massas. Foi observada uma ausência significativa de buracos negros com massa entre aproximadamente 44 e 116 vezes a do Sol, denominada “faixa proibida”. Essa lacuna sugere que as estrelas massivas que normalmente deveriam deixar remanescentes nesta faixa simplesmente são obliteradas em explosões de supernova de instabilidade de pares, eliminando qualquer vestígio de seu núcleo. Esta conclusão oferece uma explicação para a falta de buracos negros intermediários e evidencia a existência dessas supernovas raras.

O mecanismo físico por trás da instabilidade de pares nas estrelas gigantes

No interior dessas estrelas gigantes, as temperaturas elevadas transformam fótons de alta energia em pares de elétrons e pósitrons, reduzindo a pressão externa que mantinha o núcleo estável. Esse processo provoca instabilidade gravitacional, desencadeando um colapso descontrolado seguido por uma explosão termonuclear violenta que destrói completamente a estrela. A interação complexa entre partículas subatômicas e forças gravitacionais explica o nome do fenômeno e sua capacidade de eliminar totalmente o objeto original, sem formar remanescentes como buracos negros.

Implicações da descoberta para a astrofísica e registros cósmicos

Apesar de terem sido previstas desde a década de 1960, as supernovas de instabilidade de pares são raras e difíceis de identificar diretamente. Este estudo oferece evidências indiretas robustas, utilizando buracos negros como um registro invisível das explosões mais brilhantes e poderosas do universo. A confirmação deste fenômeno amplia o entendimento sobre a vida e morte das maiores estrelas, influencia modelos de evolução estelar e contribui para a interpretação de eventos cósmicos observados, como as supernovas superluminosas e as ondas gravitacionais.

Desafios e perspectivas futuras na observação das supernovas ultra-poderosas

Detectar diretamente supernovas de instabilidade de pares permanece um desafio devido à sua rareza e características únicas. Observações de explosões superluminosas são candidatas a esse fenômeno, mas confirmá-las requer tecnologia avançada e análise detalhada. A continuidade das pesquisas em ondas gravitacionais e astrofísica teórica promete revelar mais sobre esses eventos extremos, auxiliando a mapear a distribuição de buracos negros e compreender o ciclo de vida das estrelas mais massivas do cosmos.

Fonte: www.cnnbrasil.com.br

Fonte: Universidade Mona