Chuvas atrasam plantio de milho e limitam negócios em estados brasileiros

Preços variam de R$ 53 a R$ 69 por saca conforme região. Semeadura no Rio Grande do Sul atingiu 75% da área prevista.

Chuvas atrasam plantio de milho e limitam negócios em estados brasileiros
Plantio de milho é atrasado por chuvas em diferentes regiões do Brasil

Mercado de milho registra negociações limitadas em vários estados. Chuvas dificultam o plantio e afetam lavouras em algumas regiões.

O mercado de milho registra negociações limitadas em diferentes estados, enquanto as chuvas dificultam o plantio e afetam lavouras em algumas regiões. Segundo a TF Agroeconômica, compradores priorizam a reposição de estoques e produtores mantêm a oferta restrita.

No Rio Grande do Sul, os preços variam de R$ 60 a R$ 69 por saca. A média estadual apurada pela Emater caiu 0,37%, para R$ 62,44. A semeadura da safra 2026/27 chegou a 75% da área prevista, mas o excesso de umidade limita os trabalhos. Temporais causaram danos pontuais por granizo e erosão, especialmente em Ijuí e Santa Rosa, onde pode haver ressemeadura. O milho para silagem está com cerca de 50% da área plantada.

Em Santa Catarina, as referências de venda ficam próximas de R$ 60 por saca, ante indicações de compra em torno de R$ 55. Essa diferença trava os negócios em um estado que depende do milho de outras regiões para atender ao consumo.

No Paraná, a cautela também prevalece, com referências próximas de R$ 60 por saca e demanda ao redor de R$ 55, na condição CIF. As cotações ao produtor recuaram em grande parte das praças, incluindo Cascavel, onde a saca caiu 1,74%, para R$ 56,03. Londrina destoou, com alta de 0,33%, para R$ 63,61. O plantio da primeira safra 2026/27 atingiu 80%, embora as chuvas atrasem as operações e o manejo das lavouras.

Em Mato Grosso do Sul, após uma sequência de altas, o milho passou a registrar recuos, com negócios entre R$ 53 e R$ 56 por saca. Dourados teve a maior queda entre as praças monitoradas, enquanto Maracaju apresentou leve alta. A indústria de bioenergia segue absorvendo parte da oferta, mas os demais compradores atuam principalmente na reposição de estoques.