Guerra no Oriente Médio pressiona combustível, mas impacto no Brasil é menor

Ministro Dario Durigan destaca resiliência brasileira diante da alta global dos preços dos combustíveis causada pelo conflito

Guerra no Oriente Médio pressiona combustível, mas impacto no Brasil é menor
Ministro Dario Durigan durante evento em São Paulo. Foto: Adriano Machado

Ministro Dario Durigan reconhece pressão da guerra no Oriente Médio sobre combustível, mas ressalta menor impacto no Brasil comparado a outros países.

A pressão da guerra sobre combustível no Oriente Médio tem provocado aumento nos preços internacionais do petróleo, o que impacta os custos dos combustíveis em vários países. Em 25 de maio de 2026, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, reconheceu que o Brasil também sofre efeitos dessa conjuntura, mas ressaltou que o impacto no país é significativamente menor se comparado a outras regiões do mundo.

Cenário global da alta dos preços dos combustíveis provocada por conflito no Oriente Médio

Desde o início do conflito entre os EUA, Israel e o Irã, o tráfego de petroleiros pelo Estreito de Ormuz foi prejudicado, causando desarranjo nas cadeias globais de suprimentos. Países como Chile e África do Sul registraram aumentos expressivos nos preços dos combustíveis, de 85% e 150% respectivamente. Outros locais enfrentam até mesmo medidas emergenciais, como o racionamento de combustíveis na Índia e a tabela de preços na Coreia do Sul.

Resiliência do Brasil frente à guerra e seus efeitos econômicos

Dario Durigan destacou que o Brasil, apesar de não ser imune ao aumento dos preços, teve uma alta de cerca de 20% nos combustíveis, percentual que é considerado menor em comparação global. Ele atribui essa resiliência ao investimento do país em biocombustíveis e à exploração de petróleo em águas profundas ao longo dos anos, que diversificam a matriz energética e reduzem a vulnerabilidade a choques externos.

Impactos econômicos da pressão da guerra sobre combustível e inflação no Brasil

O aumento dos preços dos combustíveis no Brasil gera impactos na inflação, embora em grau menos severo do que em outras economias. Essa dinâmica afeta custos de transporte e produção, influenciando o custo de vida. A observação de Durigan sinaliza a necessidade de continuar políticas que promovam a diversificação energética e o desenvolvimento sustentável, para mitigar futuros riscos.

Estratégias governamentais para enfrentamento dos desafios energéticos e sustentabilidade

No contexto da atual crise, o governo lançou o 5º Leilão do Eco Invest Brasil, com expectativa de captar R$ 50 bilhões para fomentar tecnologias sustentáveis consideradas estratégicas, incluindo combustíveis renováveis. Essa iniciativa visa fortalecer a capacidade do país de enfrentar pressões externas e avançar na transição energética, contribuindo para a segurança energética e ambiental.

Perspectivas futuras para o setor de combustíveis sustentáveis no Brasil

A continuidade do investimento em biocombustíveis e fontes alternativas é vista como um caminho crucial para reduzir os impactos de crises internacionais sobre o mercado interno. A movimentação atual reforça o compromisso do Brasil em ampliar a oferta de energia limpa e em manter a estabilidade econômica diante de desafios globais, demonstrando uma trajetória de maior autonomia e sustentabilidade energética.